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segunda-feira, 7 de abril de 2008

Tabagismo _ Câncer de pulmão

Porque alguns fumantes têm câncer de pulmão - enquanto outros são poupados
O gene da dependência de nicotina também pode aumentar a susceptibilidade ao câncer
por Nikhil Swaminathan

Predisposição genética? Novas descobertas de três estudos independentes relacionam o câncer de pulmão e a dependência de nicotina a um único gene.
Tabagismo é a causa conhecida mais potente de câncer de pulmão. A questão é: porque alguns fumantes de longa data enfrentam essa doença mortal enquanto outros conseguem escapar? Uma nova pesquisa aponta um culpado genético que também pode aumentar a probabilidade de uma pessoa se tornar dependente de cigarro.

Dois novos estudos relacionam uma variação em um gene localizado no cromossomo 15 (dos 23 pares de cromossomos que temos) a um risco mais alto de desenvolver câncer de pulmão; um terceiro estudo sugere que a mesma mutação afeta a tendência para se tornar dependente de cigarros e, como conseqüência, desenvolver a tão temida doença. O câncer de pulmão é diagnosticado em 200.000 americanos e mata mais de 150.000 todo ano.

A nova pesquisa – publicada tanto na Nature quanto na Nature Genetics – indica que pessoas com essa falha genética têm uma chance 30% maior de desenvolver câncer de pulmão. No entanto, os estudos não concordam quanto ao risco adicional de dependência. As descobertas revelam como essa variação genética em particular e o tabagismo interagem para provocar câncer. Elas fornecem “novos alvos para começar a pensar como tratar essa dependência e, é claro, para a prevenção e o tratamento de câncer de pulmão”, explica Nora Volkow, dietora do National Institute on Drug Abuse (NIDA) em Bethesda, Maryland,que não participou do estudo.

A equipe de pesquisa examinou uma série de mudanças no genoma no qual uma base (unidade de material genético) foi deletada, duplicada ou substituída. (Essas alterações são conhecidas como polimorfismo de nucleotídeo único, ou SNPs, na sigla em inglês). Em um estudo, cientistas da empresa de biotecnologia deCODE, da Islândia, tentaram relacionaram essas variantes genéticas aos hábitos de um fumante; a outra pesquisa tentou relacioná-las ao câncer de pulmão.

A equipe da deCODE fez uma pesquisa com 50.000 fumantes da Islândia. Com as informações coletadas, além de uma varredura do genoma de 40.000 fumantes assumidos no grupo, os pesquisadores chegaram a uma variante do gene CHRNA, que codifica um receptor nos neurônios que pode ser estimulado pela nicotina. A versão alterada do gene era mais comum entre os fumantes inverterados que no restante do grupo analisado. “Os não-fumantes têm uma freqüência maior dessa variante que aquelas pessoas que fumam entre um e 10 cigarros por dia porque se você fuma e tem essa variante, tende a fumar mais de 10 cigarros por dia”, explica o neurologista Kári Stefánsson, CEO da deCODE.

Quando a equipe de Stefánsson relacionou as estatísticas obtidas à incidência de câncer de pulmão, descobriu que pessoas com duas cópias do gene alterado tinham uma assustadora chance 70% maior de desenvolver câncer de pulmão; aquelas com uma única cópia tinham corriam um risco 30% maior.

Essas descobertas são quase idênticas à dos outros estudos. Um deles, (publicado na Nature) conduzido pela Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (IARC, na sigla em inglês) em Lyon, na França (com base em exames de 11.000 voluntários, 7.500 dos quais eram fumantes), e o outro (publicado na Nature Genetics) realizado por uma equipe do M.D. Anderson Cancer Center, da University of Texas, em Houston, que examinou 9.000 pessoas, das quais 4.000 eram fumantes.

Paul Brennan, que liderou o estudo do IARC, disse que, inicialmente, acreditava que o risco de desenvolver câncer de pulmão era elevado pela predisposição genética para se tornar dependente. “Os genes aumentariam a probabilidade de fumar, e de fumar mais, e diminuiriam as chances de largar o cigarro. Assim, a pessoa seria mais propensa a desenvolver câncer de pulmão”, ele explica. Mas sua pesquisa demonstrou que, na verdade, o gene parece aumentar independentemente o risco de desenvolvimento da doença – sem nenhuma ligação com a dependência.

Volkow, do NIDA, sugere que a variante gênica pode levar certas pessoas a fumar devido ao efeito dos centros de recompensa do cérebro (associados ao comportamento de dependência) e pode aumentar o risco de câncer, também, pois tem um papel na função dos tecidos pulmonares. O epidemiologista Christopher Amos, que liderou o estudo no Texas, ressalta que já foi demonstrado em outros estudos que o mesmo receptor de nicotina implicado nessa pesquisa promove o crescimento de tumores em outras áreas do corpo, mais surpreendentemente no timo (órgão localizado próximo dos pulmões e que produz células de imunidade). “A nicotina ou seus derivados podem estimular a proliferação das células e sua participação no desenvolvimento de novos vasos sanguíneos, e a não sofrerem morte celular”, ele explica – todas características de formação e crescimento de tumores. “Assim, há a possibilidade de existir um efeito direto da nicotina ao ativar células para que se tornem cancerosas”.

Brennan diz que serão necessários mais estudos antes que os resultados possam ser utilizados.

“Não se trata de uma mensagem para a população em geral, de que você pode descobrir qual versão do gene tem e decidir se vai continuar fumando ou não”, ele diz. “Mas é necessário ter em mente que há uma série de outras doenças que também são causadas pelo tabagismo.



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