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terça-feira, 15 de abril de 2008

Odontologia _ Quimioterapia e cuidados orais _ Estomatologia

Quimioterapia e cuidados orais

Lúcia Seixas.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro recebeu dia 21 de maio a visita do dr. Daniel Overhalser, professor de Medicina Oral da Faculdade de Odontologia da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.

A convite do prof. Abel Cardoso, titular de Estomatologia da UFRJ, o prof. Overhalser falou sobre um tema ainda muito pouco conhecido e estudado no Brasil: as complicações orais provocadas pela quimioterapia para o tratamento do câncer.

Segundo o que vem sendo pesquisado, está cada vez mais clara a importância do dentista no tratamento de pacientes quimioterápicos. Quando realizada da forma e no tempo corretos, a intervenção deste profissional pode evitar ainda mais sofrimento aos pacientes, já que periodontites ou quaisquer outros distúrbios orais podem tomar proporções bem maiores - e perigosas - em pacientes submetidas à quimioterapia.

Uma boa interação entre o médico e o dentista é o início de tudo, segundo o prof. Overhalser. Para que possa intervir no sentido de evitar as complicações orais, é importante que o dentista saiba o tipo de câncer do paciente, suas condições médicas - em especial a contagem de leucócitos - e todos os detalhes sobre o tratamento a que vai se submeter, inclusive o tempo de intervalo entre as sessões de quimioterapia.

Segundo o prof. Overlalser, as infecções periodontais, pulpo-periapicais, fungíferas e virais são as que mais acometem os pacientes quimioterápicos no que se refere à sua saúde oral. Isto, é claro, por conta da maior vulnerabilidade destes pacientes, já que todas as células da medula óssea são atingidas pela quimioterapia, inclusive aquelas que deveriam combater as infecções.

“No caso das periodontites, em 98% dos casos conseguimos evitar as infecções com ações preventivas. Estas incluem ações que devem ser realizadas três dias antes do início da quimioterapia: tratamento periodontal básico e extração dos dentes com envolvimento periodontal grave”, diz o professor.

Aliada a essas ações, os pacientes recebem informação sobre a importância de manutenção de uma boa higiene oral. Se a despeito desses cuidados acontecer algum problema periodontal durante a quimioterapia, antibióticos são utilizados.

Em relação aos problemas pulpo-periapicais, o prof. Overhalser afirmou que eles podem provocar problemas muito sérios, embora sejam vistos com menos freqüência nos pacientes que vêm estudando, se comparados aos problemas periodontais. Mais uma vez, é indicada a extração nos casos onde há necroses sérias, pelo menos três dias antes do início do tratamento de quimioterapia.

“Antes, não se fazia extração nestes casos, mas já perdemos pacientes devido a infecções pulpo-periapicais. Por isso desenvolvemos, junto com médicos, um protocolo para evitar este tipo de infecção e hoje já é aceita a possibilidade de extração de dente neste tipo de paciente”, esclareceu o professor.

Para as infecções fúngicas, que também podem causar problemas muito sérios aos pacientes em tratamento quimioterápico, o prof. Overhalser afirmou que a chave do sucesso é a suspeita e tratamentos precoces, seja com o uso de medicamentos tópicos ou sistêmicos. Já para as infecções virais, ele ressaltou a importância do momento de observação, que pode confundir o diagnóstico. A dosagem de anticorpos é importante e, de acordo com cada caso, utiliza-se antibióticos orais ou intravenais.

Finalizando sua exposição, o prof. Overhalser citou ainda relações tóxicas importantes nos pacientes expostos à quimioterapia, como as hemorragias e as mucosites. Estas, em alguns casos, podem provocar a necessidade de interrupção do tratamento quimioterápico, devido às fortes dores e incômodos que provocam nos pacientes de câncer.

Sites relacionados:

Universidade de Maryland - www.umd.edu

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