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sábado, 15 de março de 2008

Odontologia _ DETERMINANTES SOCIAIS, CULTURAIS E EDUCACIONAIS SOBRE UMA FORMA DE DIETA ENTRE ESCOLARES DE 10 ANOS DE IDADE _Parte III Odontopediatria

DETERMINANTES SOCIAIS, CULTURAIS E EDUCACIONAIS SOBRE UMA FORMA DE DIETA

Parte 3 - Determinação da dieta em escolares de 10 anos de idade e suas relações com cárie dentária

Autores:
Márcio Oliveira Lara
Cleuma Helena de Araújo

Apresentador:
Márcio Oliveira Lara

Sumário

Artigo científico

Resumo
Unitermos
Metodologia
Resultados
Discussão
Referências Bibliográficas

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RESUMO

Na terceira e última parte deste trabalho apresenta-se uma pesquisa em 100 escolares com idade de 10 anos residentes na rede urbana da cidade de Águas Vermelhas, norte de Minas Gerais, destacando-se grande influência dos alimentos sobre a saúde bucal. Os seus hábitos alimentares foram registrados através de um questionário com as mães. Os índices CPOD foram computados afim de determinar se a escolha dos alimentos está relacionada com a ocorrência de cárie dentária. A alta ingestão de açúcar está correlacionada com a incidência da cárie dentária, porém quando utilizados métodos preventivos há declínio da mesma.

UNITERMOS

Cárie dentária; Dieta; Hábitos alimentares; Fatores sócio-econômicos e culturais.

METODOLOGIA

Este trabalho foi desenvolvido na cidade de Águas Vermelhas, ao norte de Minas Gerais.

A amostra constituiu-se de 100 escolares na idade de 10 anos de idade, alunos da escolas estaduais Cel. José Venâncio de Souza e Esperidião Ferreira de Oliveira, localizadas em área urbana.

Elaborou-se um questionário com questões optativas sobre o perfil da criança em estudo e um questionário compacto de frequência alimentar auto-aplicável, com 68 tipos variados de alimentos.

Primeiramente foi realizado o exame clínico utilizando o índice CPOD, para verificação da presença de cáries, obturações e perdas dentárias sob luz natural com auxílio de espelho bucal por apenas um profissional previamente calibrado e as anotações foram feitas por uma anotadora.

Os critérios de diagnóstico para cárie dentária seguiram os mesmos preconizados pela SES-MG.

Todo indivíduo a ser examinado, passou por uma higienização bucal prévia sob orientação de uma auxiliar, com pasta e escova dental.

Para obter as respostas aos questionários uma técnica de saúde pública foi às residências para que, com as mães destes alunos, obtivesse o perfil de cada criança. A equipe de tabulação de dados restringiu-se ao examinador, ao anotador e uma tabuladora para fazer a somatória da frequência de alimentos ingeridos.

RESULTADOS

Os resultados de acordo com a distribuição dos escolares das Escolas Estaduais José Venâncio de Souza e Esperidião Ferreira de Oliveira, de Águas Vermelhas-MG, no ano de 1999, considerando os aspectos relacionados abaixo, são apresentados em gráficos.

GRÁFICO 1: Sexo

GRÁFICO 2: Peso dos Escolares

GRÁFICO 3: Renda

GRÁFICO 4: Grau de escolaridade das mães

GRÁFICO 5: Total de pessoas existentes na casa

GRÁFICO 6: Freqüência ao dentista

GRÁFICO 7: Preferência alimentar

GRÁFICO 8:Consumo de refrigerantes

GRÁFICO 9: Uso de medicamentos adoçados

GRÁFICO 10: Consumo de água

GRÁFICO 11: CPOD

DISCUSSÃO

Analisando-se os gráficos pode-se constatar que:

. A maioria dos escolares é do sexo masculino, pesam ente 19 e 30 kgs, pertencem à classe social de baixa renda e são filhos de mães que não têm o 1º grau completo.

. Há predominância de 2-6 pessoas residentes na casa.

. A amostra, em sua totalidade, realiza uma higiene bucal.

. Fazem tratamento dentário semestralmente no serviço público, o que vem demonstrar a importância do serviço público na prevenção da cárie dentária, sobretudo na região estudada, onde a totalidade da população recebeu assistência odontológica apenas deste serviço.

. Quanto à alimentação preferida, o doce predomina sobre o salgado, com uma grande ingestão de refrigerantes e a maioria está em uso de medicamentos adoçados.

. No que refere ao consumo de água é feito entre as refeições.

. No que diz respeito ao sexo, 68 escolares (68%) são do sexo masculino e 52 (52%) do sexo feminino. Não foram observados em particular índices de cárie por sexo, porém segundo LEGLER et al (7) (1984) meninas mostram uma experiência de cárie maior do que meninos da mesma idade cronológica, pelo menos até os 13 anos, devido ao processo de erupção mais cedo nas meninas.

. Com relação ao peso, 52 escolares (52%) têm de 19 a 30kg; 43 (43%) de 31 a 40; 03 (3%) de 41 a 51 e 02 (2%) maior que 51 kgs, estudo feito para observação do desenvolvimento físico .

. Quanto à renda familiar, 52 escolares (52%) pertencem à classe de renda baixa; 38 (38%) de 1-3 salários; 04 (4%) de 3-5; 03 (3%) 5-8; 02 (2%) mais de 8 salários e 01 (1%) não respondeu.

. No que refere ao grau de escolaridade das mães, 43 mães (43%) não têm instrução; 43 (43%) são alfabetizadas; 06 (6%) têm o 1º grau; 07 (7%) o 2º grau e 01 (1%) o 3º grau.

. A condição sócio-econômica do indivíduo é um dos fatores que tem influência no nível de saúde. A classe social interfere no tipo de formação de hábitos, costumes, aspectos culturais da dieta, conceito e valorização da saúde (BURTON (2), 1979, PERNETTA (12), 1969, KING (6), 1978), onde neste estudo foi evidenciado, apesar de maciças propagandas a favor de hábitos incorretos de alimentação. A escolha dos alimentos é igual entre todos, mas não na aquisição.

. No que refere à preferência alimentar, 75 escolares (75%) têm preferência por doce; 24 (24%) por salgado e 01 (1%) não respondeu. Fica demonstrado que a preferência alimentar está associada ao consumo de alimentos cariogênicos. Não se condena o uso de nenhum alimento na dieta, apenas deve-se fazer o uso adequado e racional para evitar algum dano à saúde (BEZERRA (1), 1990, MASSLER (8), 1975).

Apesar de LEGLER; MENAKER (7) (1984) recomendar os adoçantes para a população em geral, com a substituição dos açúcares, concluímos que não é necessária a substituição radical dos açúcares, uma vez que a freqüência de ingestão dos açucares é a etiologia principal da doença cárie. E que este alimento é importante para o organismo sob o ponto de vista energético. Além disso, o uso de adoçantes deve ser restrito a pacientes que realmente necessitam.

Através da nossa amostra, notamos que apesar da grande ingestão de açúcares, o índice de cárie foi pequeno, mostrando que a etiologia da cárie dentária não está ligada apenas à dieta. Não basta o uso racional dos açúcares, se não estiver acompanhada a higiene bucal dentro de um programa de filosofia preventiva.

Sobre o consumo de refrigerante, 85 (85%) fazem uso de refrigerantes e 15 (15%) não usam. A tendência atual é antecipar o uso deste produto, talvez devido a influências de padrões culturais e propagandas excessivas pelos meios de comunicação, popularizando o produto que possui diversas marcas. O consumo de refrigerantes não promove nenhum benefício à saúde, principalmente quando introduzido de maneira precoce, criando um hábito impróprio para crianças. Isto está de acordo com diversos trabalhos de muitos autores (51, 56, 32, 50, 2, 16). Houve uma correlação significativa entre a frequência de consumo de bebidas açucaradas entre as refeições e o aumento do índice CPOD, estando de acordo com o trabalho de SMAIL (15) (1984).

No que diz respeito à realização da higiene bucal, 98 escolares (98%) realizam e 02 (2%) não realizam. É fundamental aliar a higiene bucal aos hábitos alimentares corretos, também observados em trabalhos de FRISSO; BEZERRA; TOLEDO (4), 1998, NEWBRUN (11), 1992, TODESCAN (17), 1991, SINGI (14), 1985.

Segundo REGOLA (13), 1989 o uso de medicamentos adoçados possuem alto potencial cariogênico. Observamos que 73 (73%) fazem o uso freqüente e 27 (27%) não usam. Neste estudo podemos notar a grande influência do componente adocicado do medicamento na doença cárie, utilizado com frequência e pela maioria da amostra estudada.

Com relação ao consumo de água, 06 escolares (6%) consomem água nas refeições; 73 (73%) entre as refeições; 20 (20%) nas refeições e entre as mesmas e 01 (1%) não respondeu. TOLLENDAL (18) (1991) alerta o uso excessivo de líquido às refeições, pois eles irão diluir os sucos digestivos e prejudicar a digestão e assimilação dos alimentos.

Pela análise gráfica do total de CPOD, observa-se que 67 crianças (67%) apresentam-se CPO abaixo de 3, sendo que 30% dessas crianças apresentam CPO igual a zero e 33% apresentam CPO acima de3. De acordo com o número de CPOD de cada criança pode-se concluir que a média de CPOD eqüivale a 2, 4. Apesar da grande ingestão de açúcares, encontramos CPOD aceitável pela OMS. Isso devido à interação e educação entre higienização bucal e hábitos alimentares.

Para melhor avaliação foi feita a tabulação estatística das crianças que não apresentaram nenhum CPOD, com base nas variáveis: total de pessoas existentes em casa, freqüência ao dentista e preferência alimentar. Após tabulação constatou-se que, aproximadamente 8% dessas crianças convivem com um total de 4 a 8 pessoas em casa, 80% têm freqüência ao dentista semestralmente e 77% têm preferência alimentar pelo doce.

Quanto à pesquisa dieta/cárie, vale ressaltar o perfil dos escolares: são crianças que participam do Programa de Assistência Bucal do município, sob orientação do SUS, recebem escovação supervisionada durante o período das aulas com adição de bochechos fluoretados semanais e aplicações tópicas de flúor de 4 em 4 meses.

A criança portanto, participa de um processo educativo (palestras, vídeos), preventivo (escovação, flúor) e curativo (tratamento restaurador). Tais escolares moram em área urbana e freqüentam escolas públicas estaduais. Apesar de proibição, há venda nas escolas de alimentos cariogênicos como: picolés, balas e doces. A merenda escolar é servida com alimentos cariogênicos.

Baseando nos questionários aplicados do guia dos Quatro Grupos de Alimentos e Alimentos Fundamentais, proposto pelo Ministério de Agricultura dos E.U.A. no ano de 1958, preferiu-se reagrupar alguns alimentos, com os seguintes resultados:


ANÁLISE DOS GRUPOS ALIMENTARES EM ÁGUAS VERMELHAS


Grupo 1 – Leite e derivados
Leite 2 – 3 vezes por semana – 29%
Manteiga – 2 – 3 vezes por semana – 38%
Queijo – Às vezes – 48%
Sorvetes – Nunca – 54%

Grupo 2 – Carnes e derivados
Carnes – 100%
Peixes – às vezes – 41%
Aves – às vezes/ 1 vez por semana – 70%
Ovos – 1 vez por semana – 41%

Grupo 3 – Verduras e frutas
Frutas – Às vezes – 40%
Verduras – Às vezes – 39%

Grupo 4 – Pães e cereais
Arroz – 2-3 vezes por dia – 97%
Pães – 2-3 vezes por semana – 74%
Bolo – às vezes – 48%
Massas – 2 –3 vezes por semana – 58%

Observações:
Açúcar – 2 – 3 vezes por dia – 69%
Café – 2 – 3 vezes por dia – 83%
Chicletes – 2 – 3 vezes por semana – 38%
Feijão – 2 – 3 vezes por dia – 82%

No grupo 1, leite e derivados, nota-se que há um enorme deficiência na ingestão do leite e manteiga, essa comparada com a ingestão de pães do grupo 4. O uso do queijo é raro. Vários trabalhos com queijo, entre eles o de HEROD (5) (1991), discutiram o seu potencial cariostático e observaram que tanto a caseína presente quanto a alta taxa de cálcio e fósforo abaixam o pH crítico da placa bacteriana, apresentando ação cariostática. O mesmo acontece com o leite.

No grupo 2 – carnes e derivados sabendo-se que a quantidade ideal é mais ou menos 2 porções, nota-se deficiência principalmente em aves e ovos, os quais são ingeridos no máximo 1 vez por semana.

No grupo 3, verduras e frutas fica evidente a alimentação pobre em frutas e verduras, cuja recomendação diária é de 4 porções, e na realidade 40% às vezes ingere frutas, o mesmo ocorrendo com 39% com relação às verduras.

O grupo 4, pães e cereais destaca mesmo a classe social pesquisada, pois como a maioria são de renda familiar baixa, ingerem alimentos de oferecem mais calorias, o que evidencia a obesidade em algumas crianças e são alimentos baratos, de pouca proteína, minerais e vitaminas, são alimentos sem valor nutritivo à dieta, como: pães (74%) e massas (58%) com ingestão diária de 2–3 vezes por semana e o arroz (97%) ingestão de 2 – 3 vezes por dia. São alimentos pegajosos, difíceis de serem removidos , ficando mais tempo em contato com a superfície do dente, também observado por FONSECA; GUEDES-PINTO (3) (1984).

O açúcar mascavo e o café também são ingeridos de 2–3 vezes por dia, por 69% e 83% respectivamente. Nessa análise, houve relação estatisticamente significativa entre o índice CPO e a ingestão de sacarose. Em 100 crianças examinadas, teve um total de 239 CPOD; e por criança um índice aproximado de 2,4 CPOD. A frequência de ingestão de produtos açucarados apresenta uma influência muito maior na elevação da incidência de cárie do que a quantidade total do açúcar ingerido pelos indivíduos, também relatado por FONSECA; GUEDES-PINTO (3) (1984).

A introdução de açúcar bruto, como rapadura, melado de cana e açúcar mascavo que tem na sua composição minerais, vitaminas e ferro, pode ser considerada desde que seja por substituição, e não como um acréscimo do consumo de açúcar branco. No grupo das guloseimas, os alimentos mais freqüentemente ingeridos foram as bolachas (doce e salgada) e caramelo/bala, alimentos de difícil remoção, provocando queda de pH por um tempo maior. O consumo de balas foi observado em 4 crianças com consumo de 2-3 vezes por dia, sendo que estas apresentam alto potencial cariogênico. Isto é observado também por NACAO; CHUAN; RODRIGUES (9) (1996).

Em relação aos protetores fibrosos e auto limpantes, observa-se uma ingestão deficiente, 2-3 vezes por dia de maneira irregular, opondo-se à recomendação diária de 4 porções citado por FONSECA; GUEDES-PINTO (3) (1984).

CONCLUSÃO

Baseado nos resultados e nas hipóteses levantadas neste trabalho conclui-se que:

1 - A dieta representa um dos mais importantes fatores etiológicos da cárie. Por isso, o aconselhamento e a análise dietética são condutas importantes quando se deseja incidência de cárie em pacientes de alto risco.

2 - Todo programa de controle de dieta deve estar sempre integrado também a um programa de higiene bucal.

3 - Há ampla comprovação científica, relacionando a freqüência de consumo de alimentos açucarados aderentes entre as refeições.

4 - A prevenção da cárie através de medidas dietéticas, deve ser baseada na restrição ou substituição da sacarose.

5 - Os hábitos alimentares são influenciados por uma complexa interação de aspectos psicológicos, sócio-culturais, educacionais e econômicos e que a educação representa um item essencial para a aquisição na mudança de hábitos alimentares.

6 - A preferência na escolha dos alimentos não varia entre as classes sociais.

7 - O aconselhamento dietético é fundamental para o controle e redução da incidência de cárie dentária.

8 - Na inter-relação entre cárie e dieta deve-se considerar os papéis do flúor e do açúcar, sendo este o item mais importante no controle da incidência de cárie, e o flúor, elemento presente na dieta, é efetivo na proteção dos dentes contra as cáries.

9 - O açúcar é um agente modificador do processo de cárie e não um agente etiológico, pois observa-se declínio da cárie dentária e o mesmo não ocorre com o consumo de açúcar.

Baseados em resultados obtidos temos que prosseguir com a filosofia dos trabalhos educativo, preventivo e curativo. A saúde infanto/ juvenil da nossa população-alvo tem necessidades a serem trabalhadas e atendidas. Trabalhar a questão epidemiológica, conhecer a clientela que vai ser atendida, participar junto com a população na busca de soluções, investigar a frequência da ingestão de alimentos, são fatores importantes para que a saúde bucal se consolide como uma conquista de cidadania, e não simplesmente como um atendimento de doença. Estaremos promovendo a saúde bucal de uma maneira racional e de baixo custo, devolvendo à sociedade o seu direito à saúde que juntamente à outras especialidades médicas com a filosofia preventiva complementará uma saúde plena ao cidadão.

Assim, os profissionais de saúde precisam conhecer a capacidade de pressão da propaganda persuasiva, que representa uma das barreiras à educação em saúde. A chave do sucesso para uma modificação da dieta relacionada à saúde bucal está num aconselhamento personalizado, e que deve ser constantemente reforçado, fazendo parte de um programa de prevenção em conjunto com o aprendizado da escovação, controle da placa bacteriana e uso do flúor.

A meta mais importante da odontologia preventiva é reduzir o consumo de produtos, doces ao mínimo possível. A complexidade da etiologia da doença cárie e a resposta individual aos diversos fatores e ao desafio cariogênico pode ser modificada pelo aconselhamento preciso da população sobre vários tópicos de prevenção de doenças buco-dentárias, de modo geral e em particular sobre ingestão de alimentos considerados seguros para a saúde bucal e a disciplina alimentar. Alguns desses tópicos, podem ser efetuados de forma individual para cada paciente e outros deveriam fazer parte de programas extensos de saúde pública.

A industrialização e a propaganda mudaram muito o hábito das crianças nos últimos 20 anos, não comer balas, chicletes, chocolates, chega a se tornar anormal. Dessa forma, o clínico nunca questiona seus pacientes sobre o que comem, o que comem, quando, como e porque. Se um programa de prevenção não for traçado e seguido, o papel do odontopediatra será o de um observador importante do progresso da doença.

Além da razão econômica, são várias as razões porque as pessoas não consomem uma dieta balanceada. No caso das crianças, isso pode resultar de um problema de alimentação criado no próprio lar, ou de conceitos errôneos sobre a prática de alimentação infantil. A orientação na nutrição é tão importante como um bom diagnóstico. Uma dieta falha com nutrição desequilibrada pode ser o principal fator etiológico nos problemas de saúde bucal.

Finalizando, o odontopediatra deve servir como uma fonte de informação científica correta, no que diz respeito a uma dieta adequada e saudável.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. BEZERRA, A.C.B. Estudo Clínico – Epidemiológico da prevalência de cárie em crianças pré-escolares de 18 a 24 meses de idade. São Paulo, 1990 (Tese-Doutorado - Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo).

2. BURTON, B. T. Nutrição Humana. São Paulo: Mc Graw-Hill.1979.

3. FONSECA, Y. P. C.; GUEDES-PINTO, A. C. Controle da dieta alimentar em pacientes de odontopediatria com alta incidência de cárie. Revista da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas, v.38, n.4, jul/ago, p.289-301, 1984.

4. FRISSO, G. M; BEZERRA, A. C. B.; TOLEDO, O. A. Correlação entre hábitos alimentares e cárie dentária em crianças de 06 a 36 meses de idade. Jornal Brasileiro de Odontopediatria & Odontologia do Bebê, v.1, n.2, p.18-26, 1988.

5. HEROD, E. L. The effect of cheese on dental caries: A review of the literature. Australian Dental Journal, v.36, n.2, p.120-125, 1991.

6. KING, J. M. Patters of sugar consumption in early infancy commun. Dental Oral Epidemiology, v.6, n.2, p.47-52, March, 1978.

7. LEGLER, D. W.; MENAKER, L. Definição, etiologia, epidemiologia e implicações clínicas da cárie dentária. In: MENAKER, L.; MORHART, R. E.; NAVIA, J. M. Caries dentárias bases biológicas. Traduzido por Flávio Fava de Moraes et al. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2.ed. Cap.8, p.187-198, 1984.

8. MASSLER, M. Cariologia preventiva. Washington, Organizacion Panamerica de la Salud, p.11-22, Documento HP/DH/39, 1975.

9. NACAO, M.; CHUAN, L. P.; RODRIGUES, C. R. M. D. Análise dos hábitos de dieta em crianças por meio da utilização de diários alimentares. Revista de Odontologia da Universidade de São Paulo, v.10, n.4, p.275-280, out, /dez., 1996.

10. NEWBRUN, E. Cariologia. São Paulo: Ed. Santos, 1988.

11. NEWBRUN, E. Preventing dental caries: current and prospective strategies. Journal of the American Dental Association, v123, p.68-73, May, 1992.

12. PERNETTA, C. Alimentação do lactente sadio. 6.ed., São Paulo: Sarvier, 1969, 160p.

13. REGOLA, M. Produção de ácidos in vivo de medicamentos na forma de xarope. Trad./Res. Milton F. Andrade Silva. Caries Research, v.23, p.412-416, 1989.

14. SINGI, L.M. Prevenção da placa dental. Odontologia Moderna, v.12, n.3, p.17-23, abr., 1985.

15. SMAIL, A. I. et al. A cariogenicidade de bebidas adoçadas nos estados unidos. Trad./ Res. Marcos Paiva da Rocha. Journal of the American Dental Association, v.109, p.241-245, Aug., 1984.

16. THYLSTRUP, A.; FEJERSKOV, O. Patologia da cárie. In: Tratado de cariologia. Rio de Janeiro: Cultura Médica, p.194-218, 1988.

17. TODESCAN, J. H. Usos e costumes da higiene bucal. II. Revista da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas, v.45, n.5, p.593-596, set./out., 1991.

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